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RS responde por 31,3% da receita bruta do setor de serviços na região Sul, aponta IBGE

A nível nacional, setor teve receita de R$ 3,5 trilhões em um ano, aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira

Por Matheus Chaparini

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 27, os dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS). O levantamento tem por objetivo descrever as características estruturais do segmento empresarial de serviços não financeiros no país, além de acompanhar suas transformações ao longo do tempo. Os dados são referentes a 2024, ano em que foi aplicada a pesquisa.

O Rio Grande do Sul responde por 31,3% da receita bruta de prestação de serviços da região Sul. Dos três estados do Sul, o RS é o que tem menor participação, mas a diferença é pequena. O Paraná lidera com 36,8%, e Santa Catarina responde por 31,9%.

A pesquisa é respondida por 155.660 empresas cuja atividade principal seja a de prestação de serviços não financeiros. A PAS divide o setor de serviços em sete segmentos: Serviços prestados principalmente às famílias; Serviços de informação e comunicação; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; Atividades imobiliárias; Serviços de manutenção e reparação; e Outras atividades de serviços.

As principais variáveis cobertas são: receita de prestação de serviços; emprego e salários; indicadores de concentração, salário médio e porte médio; e dados da regionalização.

Receita de R$ 3,5 trilhões em um ano
O setor de serviços teve receita operacional líquida de R$ 3,5 trilhões no Brasil em 2024. Esse é o valor das receitas brutas provenientes da exploração das atividades principais e secundárias exercidas pelas empresas, descontados impostos e contribuições.

O segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares responde por 29,4% dessa receita. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio respondem por 28,3%.

O valor adicionado bruto do setor é de R$ 2,1 trilhões. Os serviços contam com 1,9 milhões de empresas e 15,9 milhões de pessoas ocupadas. Entre os segmentos, o que mais mobiliza mão de obra é o de Serviços profissionais, administrativos e complementares, que responde por 44,2% do total. A segunda colocação é do segmento serviços prestados principalmente às famílias, com 19,5%.

O setor pagou, em 2024, R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. A média salarial é de 2,2 salários mínimos.

Entre os segmentos, o maior salário médio é de Serviços de informação e comunicação, 4,5 salários mínimos. Já a menor média salarial, de 1,5 salário mínimo, fica com os segmentos Serviços de informação e comunicação; Atividades imobiliárias e Serviços de manutenção e reparação.

Sudeste lidera, seguido pelo Sul
No país, o setor de serviços é liderado pelo Sudeste. A região tem a maior participação em todos os indicadores: número de empresas (55,6%); receita bruta de prestação de serviços (63,7%); salário, retiradas e outras remunerações (63,2%); total de pessoal ocupado (55,6%).

A região Sul ocupa a segunda posição em todos os indicadores apurados na pesquisa. Juntos, os três estados do Sul respondem por 21,4% do número de empresas; 15,6% da receita bruta de prestação de serviços; 15,5% de salário, retiradas e outras remunerações; e 16,8% de pessoal ocupado.

A região Norte apresenta o menor desenvolvimento do setor de serviços no país. A região tem os menores percentuais em todos os indicadores: número de empresas (2,7%); receita bruta de prestação de serviços (3,3%); salário, retiradas e outras remunerações (2,9%); total de pessoal ocupado (3,8%).

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